Confira o que a galera tem a dizer sobre o livro:
"Entre lendas e fatos, passado e presente, Walter nos leva por um mundo de magia em companhia de uma bruxa encantadora. A história real, contada pelo prisma do folclore é inebriante!"
Alba Milena - Blog Psychobooks
"Fazia tempo que eu não lia algo tão rico e fascinante da nossa cultura. Sinceramente, me senti inconformada por não ter lido esse livro antes."
Regiane Cristina - Blog Ler e Almejar
"Cira e o Velho, de Walter Tierno, é leitura obrigatória para qualquer pessoa que pretenda lançar um livro ou se julgue um escritor."
Bianca Briones - Autora de "Entre o amor e a amizade e resenhista do blog Redoma de Cristal
"Cira e o Velho, de Walter Tierno, é leitura obrigatória para qualquer pessoa que pretenda lançar um livro ou se julgue um escritor."
Bianca Briones - Autora de "Entre o amor e a amizade e resenhista do blog Redoma de Cristal
"Cira e o Velho é um livro para quem ama a cultura brasileira, para quem adora folclore, para quem curte muito literatura nacional, mas especialmente para aqueles que viram a cara para tudo isso. Se dê a oportunidade. Garanto que vai se surpreender e se encantar com Cira, dona Nhá, Norato, Guaracy, o Velho e toda uma infinidade de personagens bem construídos e cheios de aventuras, mistérios e dualidades."
Juh Oliveto - Blog Livros & Bolinhos
Georgette Silen - Autora de Lázarus
"Recomendo esta estória pela graça, leveza, bom humor, mistério e, talvez porque como o Walter, gosto de conhecer um pouco mais sobre as nossas raízes."
Ana Paula Bergamasco - Autora de Apátrida
"Cira e o Velho é uma daquelas preciosidades que encontramos raramente, mas sabemos que tem um futuro brilhante pela frente. Fiquem de olho em Walter Tierno, porque se suas próximas obras forem tão boas quanto essa, é um autor nacional que promete muito mais."
Iris Figueiredo - Blog Literalmente Falando
"Cira e o Velho é um romance que desmistifica o aspecto lúdico que tomou conta do folclore nacional. Reinventa os mitos. É sombrio, repleto de batalhas e cenas violentas em vários aspectos. É também de histórias de pessoas, plenas de paixões e atos inconsequentes, como deve mesmo ser."
Tânia de Souza - Blog À Litfan.
"Vocês não sabem o que é literatura nacional contemporânea de qualidade se ainda não leram Cira e o Velho."
Juliana Poggy - Blog Caraminholas JP
"Se você é um leitor exigente e quiser sair da mesmice, leia Cira e o Velho. Garanto-lhe: Leitura de qualidade do início ao fim!"
Kyanja Lee - Parecerista e Profissional independente de edição e revisão de textos.
Vídeo-resenha do cabine literária:
"Cira e o Velho é uma daquelas preciosidades que encontramos raramente, mas sabemos que tem um futuro brilhante pela frente. Fiquem de olho em Walter Tierno, porque se suas próximas obras forem tão boas quanto essa, é um autor nacional que promete muito mais."
Iris Figueiredo - Blog Literalmente Falando
"A pequena feiticeira (isso é por minha conta, e já explico porque) ilumina o livro. É difícil não se encantar por ela, não desejar ouvi-la ou saber sobre as coisas que ela quer fazer. Ela domina o livro e, claro, seu autor, que passa às suas mãos, assim como os leitores. Como só acontece nos bons e não-abandonáveis livros. O feitiço de Cira é com quem lê e não dentro do livro, onde sua magia é mais pressentida que usada."
Nikelen Witter (trecho da resenha publicada em seu blog "Sapatinhos Vermelhos") - Historiadora e escritora."Cira e o Velho é um romance que desmistifica o aspecto lúdico que tomou conta do folclore nacional. Reinventa os mitos. É sombrio, repleto de batalhas e cenas violentas em vários aspectos. É também de histórias de pessoas, plenas de paixões e atos inconsequentes, como deve mesmo ser."
Tânia de Souza - Blog À Litfan.
"Vocês não sabem o que é literatura nacional contemporânea de qualidade se ainda não leram Cira e o Velho."
Juliana Poggy - Blog Caraminholas JP
"Se você é um leitor exigente e quiser sair da mesmice, leia Cira e o Velho. Garanto-lhe: Leitura de qualidade do início ao fim!"
Kyanja Lee - Parecerista e Profissional independente de edição e revisão de textos.
Vídeo-resenha do cabine literária:
Notas
Chamar de “liberdades poéticas” as mudanças e exercícios de criação que executei seria eufemismo. Eu apanhei os personagens históricos que despertaram minha atenção, as lendas brasileiras que julguei interessantes e misturei-os sem pudor ou restrição. Tudo no intuito de contar uma boa história.
O Brasil que descrevo é um personagem à parte, apenas inspirado na realidade, mas que em nada a respeita e nem é essa a proposta. Terras Novas é uma homenagem e plágio descarada do mundo criado por Tolkien. Outra homenagem é ao escritor Neil Gaiman. Em Cira e o Velho coloquei o Curupira dos dias atuais em uma situação praticamente idêntica à dos deuses pagãos nas obras de Gaiman. Quem está familiarizado com o trabalho do autor inglês, perceberá facilmente.
Não que os fatos e lendas que manipulei, transmutei e – por que não dizer? – corrompi já não fossem interessantes por si. Os paulistas, por exemplo. Longe dos nobres ufanistas magnificamente retratados por Benedito Calixto, foram homens rudes, aventureiros, cruéis e destemidos. Esses homens lançaram-se em aventuras bem mais intensas e execráveis do que é ensinado nas escolas. Capturavam e compravam escravos, pilhavam, roubavam, guerreavam. Desbravaram o país em busca de escravos e tesouros. Geralmente, comunicavam-se em tupi e andavam aos trapos, descalços. Usavam armas de fogo, mas também arcos e flechas, tacapes, lanças etc. Suas expedições podiam durar anos e cobrir grandes distâncias. Os paulistas eram temidos.
Sobre as lendas populares que mencionei no livro, lembremos que personagens deste tipo têm muita fluidez. Ganham versões atrás de versões. Simplesmente ofereci mais algumas.
Por fim, vale assumir que Cira e sua mãe, Guaracy não fazem parte de nenhuma lenda popular, embora eu as tenha colocado como parentes distantes de Yara, esta sim personagem popular do folclore brasileiro.
Se, de alguma forma, personagens e situações descrevem fatos reais, considere uma coincidência.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
A seguir, a bibliografia que consultei para oferecer a Cira e o Velho um mínimo de coerência histórica. Vale também como uma sugestão de leitura:
BUENO, Eduardo. Brasil: uma história: a incrível saga de um país. 2. ed. São Paulo: Ática, 2003. BUENO, Silveira. Vocabulário tupi-guarani-português. 6. ed. São Paulo: Éfeta, 1998. CASCUDO, Luís da Câmara. Lendas brasileiras. 7. ed. São Paulo: Global, 2001. DAVIDOFF, Carlos Henrique. Bandeirantismo: verso e reverso. São Paulo: Brasiliense, 1982. (Coleção Tudo é História). FAUSTO, Boris. História do Brasil. 10. ed. São Paulo: Edusp, 2002. FRANCO, Francisco de Assis Carvalho. Dicionário de bandeirantes e sertanistas do Brasil: séculos XVI, XVII e XVII. Belo
Horizonte: Itatiaia/São Paulo: Edusp. 1989. FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. 46. ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. GOMES, Flávio. Palmares. São Paulo: Contexto, 2005. HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. NATIONAL GEOGRAPHIC.Bichos do Brasil. Editora Abril, 2003. NOVAIS, Fernando A. (Dir.); SOUZA, Laura de Mello e (Org.). História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na
América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.
Por fim, uma explicação que se faz necessária a quem leu o livro:
OS CARAÍBAS
“Além dos pajés, residentes nas aldeias, a vida espiritual dos povos tupi-guarani era igualmente marcada pela eventual presença de profetas ambulantes, chamados caraíbas. Apesar de estranhos à comunidade, os caraíbas exerciam grande influência sobre os habitantes das aldeias. Exímios oradores, estes profetas transitavam de aldeia em aldeia, deixando uma mensagem messiânica entre os índios. O discurso profético convencia aldeias inteiras a embarcarem em longas viagens em busca de um paraíso terrestre, uma “terra sem mal, onde a abundância, a eterna juventude e a tomada de cativos predominavam”.
MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
Noite de lançamento:
No dia 22 de julho de 2010, lançamos o livro “Cira e o Velho”. Foi lá na livraria Martins Fontes, que fica na avenida Paulista.
Quero deixar aqui meus agradecimentos a todos que prestigiaram este trabalho. Espero que curtam o que vão ler. Se gostarem, que indiquem aos amigos. Se não gostarem… que mintam.
Meu obrigado a:
O pessoal da Jimenez Associados, que compareceu em peso. A galera do Senai, que trouxe uma alegria imensa. Amigas que estudaram comigo na universidade São Judas. Meu amigo, padrinho e afilhado, Marcelo Toledo, que cuida do site e da assessoria de imprensa do livro, com sua mãe, uma simpatia em pessoa, a irmã Valéria, nossa amiga, e a esposa Daniela (que faz umas peças de artesanato ótimas. Clique aqui e conheça). Minha mãe, que foi acompanhada da amiga . Os vários amigos e amigos de amigos. Pessoal que trabalhou comigo na extinta editora Maltese.
Uma pena que não consegui entrar em contato com os antigos colegas da MBC Propaganda. Continuarei tentando…
Às pessoas que não puderam comparecer meus agradecimentos pelos votos de sucesso. Outras oportunidades virão. As Bienais de São José dos Campos e Rio de Janeiro estão chegando, em 2011. Vou passear o quanto puder por lá, sempre no stand da Giz. Tem também a Fantasticon de 2011, que espero conferir, desta vez, como parte do elenco do "Papo Fantástica"
Esse trabalho começou exatamente há dez anos, logo depois que recebi o primeiro relatório de vendas de “Curtan”, minha primeira tentativa de lançar uma história em quadrinhos. Fiquei tão decepcionado com o resultado que resolvi refazer todo o trabalho. Tenho que admitir, afinal de contas, que “Curtan” tinha mais defeitos do que qualidades. Comecei redesenhando a personagem. Foi assim que acabei chegando a uma imagem remotamente parecida com Cira. Não sei bem em que momento coloquei a caveira sobre o ombro esquerdo da personagem, porém me lembro de ter planejado que o crânio, ao abrir a boca, funcionasse como uma metralhadora. Era um troço bacana, mas, convenhamos, ridículo.
O nome definitivo e a ambientação em um universo inspirado no Brasil do século XVII se deram, mais ou menos, em 2005. Nesse momento, eu ainda pretendia fazer uma história em quadrinhos. Cheguei mesmo a rascunhar a primeira versão da história. Quase 200 páginas de quadrinhos.
O mais difícil, a partir de então, foi decidir qual linguagem visual utilizar. Um desenho realista ou estilizado? Cartunesco ou agressivo? Limpo ou detalhado? Páginas e páginas finalizadas depois, cheguei a uma conclusão que já deveria ter visualizado uns dois anos antes: por que diabos estou fazendo uma história em quadrinhos?!
Não me entendam mal. Sou fanático por quadrinhos. Mas temos que admitir que há limitações nessa forma de arte. Uma delas é física. Afinal, para explorar algumas das possibilidades que a história de Cira estava apresentando, eu precisaria de um volume indecente de páginas.
Em 2007, comecei a escrever a história em prosa.
Terminei o trabalho no meio de 2009. Seria enfadonho descrever as dificuldades que se apresentaram ou que criei nesse processo.
A segunda metade de 2009 foi utilizada para enviar o manuscrito a diversas editoras. Se você tem alguma noção das dificuldades que enfrentam novos autores no Brasil, já deve ter imaginado que ninguém se interessou. Provavelmente, ninguém sequer leu.
A única editora a responder de uma forma promissora foi a Giz Editorial, que enviou uma proposta de publicação independente. Eu já sabia, desde o início, que esse seria o caminho, mas não queria trabalhar com essas editoras que entregam o livro impresso na casa do autor, colocam um link de venda perdido na internet e você acaba vendendo seus livros de mão em mão na frente de um cinema alternativo. A Giz tinha uma proposta bem mais concreta, sinalizando, inclusive, com distribuição em livrarias de renome. Além disso, eles têm experiência com literatura de fantasia… se é que “Cira e o Velho” se encaixa exatamente no termo.
Minha esposa cuidou da revisão. Na verdade, seria mais justo dizer que ela padeceu com a tarefa, pois leu mais vezes do que seria sensato. Eu tenho uma terrível tendência a revisitar um trabalho incontáveis vezes, até me convencer de que estou satisfeito. Aprendi a fazer isso com o fiasco de “Curtan”.
Alguns amigos também sofreram como cobaias. Em especial, Álvaro Maestri, diretor de criação da Jimenez Associados. Também da Jimenez, Daniela Cavalcanti, Deise Aneli, Patrícia Cassanello, Hipólito Paixão e Eduardo Florentino deram suas valiosas opiniões sobre o livro. Marcelo Toledo, grande amigo dos tempos de Senai e meu padrinho de casamento – aliás, também sou padrinho dele, vejam só! – também leu “Cira e o Velho” e deu opiniões muito importantes. A todos eles, meus agradecimentos. (Se você ler “Cira e o Velho” e não gostar, pode culpá-los também!)

5 comentários:
Que legal!! A
Adorei as fotos!! ^^ mas essa caveirinha me da arrepios..aff hahaa
bj
super adorei Walter, as fotos estão otimas!
E gosto da caveirinha ;D
Beiijos
Oi Walter.
Sou amiga da Juliana (JotaPluftz), e estava com ela no sábado (16/07) no Center Norte.
Ela me indicou seu livro e fiquei super curiosa! Já o comprei pelo seu site. Você poderia autografá-lo?
Até mais,
Verônica
Nossa estou procurando o Alvaro Maestri... como será que poderia entrar em contato?
Acabei de comprar o meu "Cira e o Velho"!
Feliz e ancioso para ler, depois de tantos comentários positivos sobre o livro!!
=D
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